Patronos da Província

A província da Comunhão Celta Cristã do Brasil e América latica tem como patronos Santa Maria Madalena e São Francisco de Assis.

Santa Maria Madalena: a santa dos excluídos, e uma das primeiras missionárias entre os povos celtas, principalmente entre os celtas que habitavam o sul da França. Santa Maria Madalena teve tanta influência nas primeiras comunidades cristãs que seu poder começou a ser visto como ameaça por alguns apóstolos. Durante sua vida, Jesus deu grande espaço às mulheres, que, na Palestina de sua época, eram tidas como seres inferiores. Muitos de seus seguidores eram senhoras maravilhadas com seus ensinamentos de amor e igualdade. Esse grupo feminino sustentava Jesus e seus apóstolos fornecendo recursos para sua alimentação e abrigo. Suas integrantes, Santa Maria Madalena entre elas, eram muito respeitadas. Diz a tradição que a santa era considerada o Apóstolo dos Apóstolos, tal sua influência. Até hoje, esse título é conferido a ela pela Igreja Católica Ortodoxa. Porém, depois da morte de Jesus, os grupos ligados às comunidades dos apóstolos Pedro e Paulo voltaram a seguir novamente os padrões patriarcais tradicionais judaicos e viam reticentes essa influência feminina.




São Francisco de Assis: o santo que tomou como esposa a pobreza, e via toda criação de Deus como irmãos e irmãs, a humanidade, os animais, a natureza, os minerais, os astros celestes e etc. São Francisco de Assis manifestava seu amor a Deus por uma alegria imensa, que se expressava muitas vezes em cânticos ardorosos. A quem lhe perguntava qual a razão de tal alegria, respondia que “ela deriva da pureza do coração e da constância na oração”. Sua humildade não consistia simplesmente no desprezo sentimental de si mesmo, mas na convicção de que "ante os olhos de Deus o homem vale pelo que é e não mais". Considerando-se indigno do sacerdócio, São Francisco de Assis apenas chegou a receber o diaconato. Detestava de todo coração o exibicionismoDois anos antes de sua morte, tendo Francisco ido ao Monte Alverne em companhia de alguns de seus frades mais íntimos, pôs-se em oração fervorosa e foi objeto de uma graça insigne.
Na figura de um serafim de seis asas apareceu-lhe Nosso Senhor crucificado que, depois de entreter-se com ele em doce colóquio, partiu deixando-lhe impressos no corpo os sagrados estigmas da Paixão. Assim, esse discípulo de Cristo, que tanto desejara assemelhar-se a Ele, obteve mais este traço de similitude com o Divino Salvador.

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